Ao utilizar este site, você concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Uso. O uso e o armazenamento de dados pessoais, seus direitos sobre esses dados, as medidas de proteção implementadas, bem como informações sobre cookies e rastreamento.
Aceitar
Diário InformativoDiário Informativo
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
Reading: “Não temos dinheiro, mas temos talento”, diz diretor argentino
Compartilhar
Notificação Show More
Redimensionador de fontesAa
Redimensionador de fontesAa
Diário InformativoDiário Informativo
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
Já possui uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Início » “Não temos dinheiro, mas temos talento”, diz diretor argentino
Cultura

“Não temos dinheiro, mas temos talento”, diz diretor argentino

Diário Informativo
Última atualização: 17 de maio de 2026 12:10
Por Diário Informativo
7 minutos de leitura
Compartilhar
"Não temos dinheiro, mas temos talento", diz diretor argentino
Compartilhar

Conteúdo
Wagner Moura em cena do filme O agente secreto – Foto Prêmios Platino Xcaret/DivulgaçãoHernán Findling, presidente da Academia de Cinema da Argentina – Foto Isabela Vieira/Agência BrasilBatalha CulturalSobrevivência

O cinema argentino vive uma das maiores crises de sua história. Com o esvaziamento do investimento público, a indústria audiovisual foi drasticamente reduzida, afetando, principalmente, o “cinema de autor”, que inclui filmes autorais, críticos, além de documentários e empurrada para as plataformas comerciais.

A análise é do presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina, Hernán Findling, que conversou com a Agência Brasil, na cerimônia de entrega dos Prêmios Platino, em Cancún, no México, na última semana. Na premiação, o filme brasileiro O Agente Secreto recebeu os principais troféus.


Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - AtWagner Moura em cena do filme O agente secreto. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
Brasília (DF), 23/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - AtWagner Moura em cena do filme O agente secreto. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Wagner Moura em cena do filme O agente secreto – Foto Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Em seu terceiro mandato à frente da academia, Findling explicou que o crítico cenário no audiovisual argentino decorre do desmonte do sistema de fomento. Há anos o Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (INCAA) apoia o audiovisual. Porém, com a chegada do governo do ultradireitista Javier Milei, a agência foi esvaziada. “O Incaa cortou totalmente todo o tipo de subsídio ou ajuda”, afirmou o produtor. “Agora, em vez de filmar 70, 80, 100 películas por ano, filmamos 10 ou 12”, exemplificou. 

Segundo Findling, o desmonte “matou” o “cinema de autor, cultural, crítico, marca da identidade argentina” e que não tem apelo comercial. “Os filmes que estão sendo feitos — e não estou dizendo que sejam ruins — não podem ser os únicos, pois, em sua maioria, são conteúdos comerciais para plataformas de streaming, Netflix, Amazon e Disney, ou para  poucas produtoras que conseguem ainda se sustentar com escassos recursos”, frisou.


Brasília (DF), 15/05/2026 - Hernán Findling, presidente da Academia de Cinema da Argentina. Foto: Isabela Vieira/Agência Brasil
Brasília (DF), 15/05/2026 - Hernán Findling, presidente da Academia de Cinema da Argentina. Foto: Isabela Vieira/Agência Brasil

Hernán Findling, presidente da Academia de Cinema da Argentina – Foto Isabela Vieira/Agência Brasil

O presidente da academia argentina reconhece a importância das plataformas neste momento de desinvestimento, quando os realizadores voltaram a “filmar “como há 30 anos, nos finais de semana, com amigos, ou por meio de crowdfunding (financiamento coletivo). Ainda assim, afirma, o modelo não é sustentável. Ele considera também que os direitos autorais das produções passam para as empresas, circulando menos na economia local, por exemplo.

“Essa não é uma crítica negativa, as plataformas são um negócio [e não política pública]. O que chamamos de indústria hoje, é graças a elas, que são tocadas grandes produções, criados empregos, mantidos técnicos trabalhando, dando visibilidade aos produtos, e isso é ótimo. Porém, reitero, não pode ser a única alternativa para o cinema”, analisou. 

Outro perigo de colocar o cinema nacional nas mãos das plataformas, complementa o professor Santiago Marino, da Universidade de Santo André, em Buenos Aires, é permitir que elas sejam as únicas a decidir quais histórias podem ser contadas. 

Ao comentar as análises de Findling, em entrevista à Agência Brasil, o especialista em políticas de comunicação alertou para o poder das plataformas de controlar o audiovisual, decidindo quais obras serão disponibilizadas nos catálogos ou não.

Batalha Cultural

Para Findling e representantes do setor audiovisual, o estrangulamento do setor faz parte de uma disputa ideológica alimentada pelo governo argentino. “O governo  está em uma batalha contra os que considera que pensam diferente dele”, afirmou. 

“Existe a ideia de que quem trabalha com cultura pensa politicamente contra o governo”, disse o presidente da academia de cinema. “Eles têm dificuldade em entender que o cinema não se resume à cultura; se trata de trabalho, de economia”, completou. 

Nas contas da associação, para cada dólar investido na indústria audiovisual, o retorno é de dois ou três a mais, o que significa um investimento e não uma despesa.

Mesmo em meio à crise, o cinema argentino segue acumulando reconhecimento. No Platino, reconhecimento dado a produções audiovisuais da América Latina, Portugal e Espanha, a série de TV O Eternauta levou vários troféus, como melhor criador para o diretor Bruno Stagnaro e melhor ator para o renomado Ricardo Darín. Estrelando Homo Argentum, o ator Guillerme Francella recebeu um prêmio pelo conjunto da obra.

“Todos esses premiados foram formados dentro de um sistema que existia graças ao INCAA”, afirmou Findling, sobre a agência, cujas regras e financiamento foram modificados.

Sobrevivência

Com o fim do apoio estatal, os realizadores argentinos passaram a buscar também fazer coproduções internacionais, especialmente com os países da América Latina.

“Esse é o caminho viável para todo o bloco. Com exceção do México, Brasil e da Colômbia, os demais países convivem com tensões, por assim dizer”, avaliou Findling.

Em parceria, a Argentina também tem conseguido comercializar e exibir fora, uma vez que, entre as mudanças implementadas por Milei estão o fim da cota de telas nacionais e o próprio fechamento de salas mantidas com subsídios públicos.

Findling conta que, diante do enfraquecimento dos órgãos nacionais, a Academia de Cinema da Argentina passou a ocupar papel mais ativo e vem negociando espaços junto a embaixadas e festivais. Em Málaga, na Espanha, contou, a associação apresentou filmes e projetos. A próxima parceria deve ser com o Festival de Cinema de Rotterdam, na Holanda, em 2027. “Estamos negociando a exibição de três filmes”.

“Agora não temos mais dinheiro para dar, o que temos é talento”, garantiu o produtor. Nas coproduções, a Argentina, explicou, entra com técnicos, atores, atrizes, música, pós-produção e quem aporta o dinheiro fornece o resto, explicou.

Apesar do cenário, o dirigente avalia que, assim como no Brasil, quando o governo de Jair Bolsonaro congelou fundos e editais, a situação é temporária. “Pode levar tempo, mas acredito que o cinema argentino vai voltar. É a nossa identidade”, concluiu.

*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe este artigo
Facebook Email Print
O que você achou deste conteúdo?
Amor0
Triste0
Feliz0
Nervoso0
PorDiário Informativo
Seguir:
Equipe editorial do Diário Informativo, dedicada à criação e organização de conteúdos informativos.
Artigo Anterior Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência
Próximo artigo Refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade; entenda
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1
Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1
Política
Rio: PF faz operação para investigar crimes ligados ao Master
Rio: PF faz operação para investigar crimes ligados ao Master
Política
Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo
Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo
Educacao
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7
Economia
//

O Diário Informativo é um portal comprometido com a divulgação de notícias de forma responsável e transparente. Nosso objetivo é fornecer à sociedade informações relevantes nas áreas de política, economia, tecnologia, saúde e atualidades, sempre com imparcialidade e qualidade.

Atuamos de maneira independente, buscando fontes confiáveis e atualizadas para manter nossos leitores bem informados sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo.

Recentes

  • Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1
  • Rio: PF faz operação para investigar crimes ligados ao Master
  • Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo
  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

Links úteis

  • Política de Privacidade
  • Política Editorial
  • Termos de Uso
  • Sobre Nós
  • Contato
© 2026 Diário Informativo — Todos os direitos reservados.
O conteúdo publicado neste site tem caráter informativo e pode ser atualizado a qualquer momento. A reprodução total ou parcial é permitida apenas com a devida citação da fonte.
Vá para versão mobile
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta.

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?