Ao utilizar este site, você concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Uso. O uso e o armazenamento de dados pessoais, seus direitos sobre esses dados, as medidas de proteção implementadas, bem como informações sobre cookies e rastreamento.
Aceitar
Diário InformativoDiário Informativo
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
Reading: Brasil perde R$ 47 bilhões ao apostar em petróleo na Foz do Amazonas
Compartilhar
Notificação Show More
Redimensionador de fontesAa
Redimensionador de fontesAa
Diário InformativoDiário Informativo
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
  • Início
  • Educacao
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Cultura
  • Política
Já possui uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Início » Brasil perde R$ 47 bilhões ao apostar em petróleo na Foz do Amazonas
Economia

Brasil perde R$ 47 bilhões ao apostar em petróleo na Foz do Amazonas

Diário Informativo
Última atualização: 23 de abril de 2026 17:00
Por Diário Informativo
7 minutos de leitura
Compartilhar
Compartilhar

Conteúdo
Perdas e ganhosBacia da Foz do AmazonasEfeitosCenáriosPetrobras

Ao optar pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas, o Brasil poderá abrir mão de R$ 47 bilhões em receita e benefícios que poderiam ser gerados na escolha por energia renovável e biocombustíveis, diz estudo inédito da WWF Brasil, lançado nesta quinta-feira (23).

O montante soma as perdas de R$ 22,2 bilhões estimadas para o investimento em combustíveis fósseis na Margem Equatorial aos R$ 24,8 bilhões que o país deixaria de lucrar pela ausência de investimentos na rede de eletrificação.

Perdas e ganhos

Para entender o que o país pode ganhar e perder ao investir em uma nova fronteira petrolífera em um contexto de transição energética acelerada e riscos crescentes, o estudo promovido pelo WWF-Brasil usou como metodologia a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB). É a mesma medição recomendada pelo Tribunal de Contas da União para avaliação de grandes investimentos públicos.

De acordo com Daniel Thá, consultor da WWF-Brasil, é um método bastante sistemático e comparativo com critérios objetivos, baseados em evidências, transparentes e comparáveis, em uma perspectiva de longo prazo.

“É uma análise que não está focada no lucro do investidor privado ou no imposto que o governo recolhe. Está balizada no retorno para todos os atores da sociedade, incluindo governo, empresa e famílias”, explica.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Bacia da Foz do Amazonas

O estudo partiu de um cenário de desempenho produtivo da bacia da Foz do Amazonas, em um período de 40 anos, considerando os dez primeiros anos necessários à exploração para identificar e comprovar o petróleo, além de desenvolver a nova frente de extração do recurso.

Nos 30 anos seguintes, com o início da operação, foram levantados investimentos compatíveis com o mercado e o preço do petróleo no longo prazo, a partir de 2036, quando os barris estariam disponíveis no mercado. A reserva considerada seria de 900 milhões de barris de petróleo, com a capacidade de explorar 120 mil barris ao dia a partir de 20 poços exploratórios

Partindo do ponto de vista exclusivamente financeiro, descontados os custos das operações, as empresas teriam lucro, a partir do valor de venda de US$ 39 por barril. Atualmente, o barril de petróleo está em torno de US$ 100. 

Segundo Daniel Thá, o lucro seria mais ou menos vantajoso conforme as ações climáticas adotadas pelo país. “As petroleiras dependem muito de um mundo sem ação climática suficiente para terem lucro”, diz.

Efeitos

O cálculo inclui ainda o custo social do modelo adotado na Foz do Amazonas tendo como principal efeito colateral as emissões de gases de efeito estufa, conforme critérios da Agência Internacional de Energia.

“Nós conseguimos, a partir do desenho desse modelo representativo, estimar emissões de 446 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. A maior parte na fase de consumo dos combustíveis”, explica o consultor da WWF-Brasil.

O montante das emissões, apenas considerando o custo social do carbono, pode variar de R$ 21 a R$ 42 bilhões em prejuízos gerados à população.

Na prática, ao considerar prejuízos como esses, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o saldo líquido da nova frente petrolífera na Foz do Amazonas geraria perda de R$ 22,2 bilhões em 40 anos.

“A adição dessas externalidades faz com que a somatória dos custos de exploração e produção mais as externalidades não sejam superadas pelo volume de benefícios que é gerado”, explica Daniel Thá.

Cenários

A partir desse modelo, a rota do petróleo foi comparada a outros dois sistemas com os mesmos parâmetros de investimentos, quantidade de energia entregue, volume de combustível e risco de mercado nos mesmos 40 anos.

O estudo adota como premissa que a demanda social é por energia, e não pelo petróleo em si. Para viabilizar a comparação entre diferentes fontes, a produção média anual de petróleo foi convertida em uma unidade de medida equivalente, totalizando 48,63 TWh/ano. Essa métrica serve como base para avaliar se alternativas, como a eletrificação, podem entregar o mesmo serviço energético com custos e impactos reduzidos.

Para o cenário de eletrificação foram considerados 50% de eólica em solo, 42% de solar fotovoltaica, 4% de biomassa -bagaço de cana – e 4% de biogás previstos no último Plano Decenal de Expansão de Energia.

“Desvendamos que essa rota de eletrificação, que é imediata e não precisa esperar os dez anos de exploração da rota do petróleo, traria um retorno positivo para sociedade, ou seja mais benefícios que custos e externalidades, de quase R$ 25 bilhões”, afirma Daniel Thá.

Para o terceiro cenário que trabalha com os biocombustíveis, a gasolina foi comparada ao etanol, o diesel ao biodiesel, o combustível de aviação ao SAF (sigla em inglês para combustível sustentável de aviação) e o gás de petróleo foi comparado ao biometano.

Apesar de apresentarem custos mais altos em comparação ao do petróleo, o prejuízo das externalidades (efeitos colaterais) foi menor, explicam os cientistas. Isso faz com que a soma desse cenário chegue a um custo 29,3 bilhões menor do que o da rota de combustíveis fósseis.

Petrobras

A Margem Equatorial, especialmente a bacia da Foz do Amazonas, é a nova fronteira de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial estimado de 30 bilhões de barris de petróleo. Localizada entre o Amapá e o Pará, a região é sensível, com vasta biodiversidade, próxima de rios importantes e da floresta. Ao mesmo tempo, a área é considerada crucial para substituir o pré-sal pós-2030.

Na avaliação da Petrobras, a produção de óleo a partir da Margem Equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo no horizonte de dez anos.

O governo brasileiro defende ainda que os recursos dos combustíveis fósseis financiem a transição energética do país. 

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe este artigo
Facebook Email Print
O que você achou deste conteúdo?
Amor0
Triste0
Feliz0
Nervoso0
PorDiário Informativo
Seguir:
Equipe editorial do Diário Informativo, dedicada à criação e organização de conteúdos informativos.
Artigo Anterior Exposição mostra o olhar afro-brasileiro da fotógrafa Lita Cerqueira Exposição mostra o olhar afro-brasileiro da fotógrafa Lita Cerqueira
Próximo artigo Igreja Matriz de São Jorge no Rio é elevada a santuário Igreja Matriz de São Jorge no Rio é elevada a santuário
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

TCU cobra ajustes em plano de recuperação dos Correios
Economia
Keeta e iFood podem receber multa milionária por ignorar transparência
Economia
Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica
Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica
Meio Ambiente
A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do IR
Economia
//

O Diário Informativo é um portal comprometido com a divulgação de notícias de forma responsável e transparente. Nosso objetivo é fornecer à sociedade informações relevantes nas áreas de política, economia, tecnologia, saúde e atualidades, sempre com imparcialidade e qualidade.

Atuamos de maneira independente, buscando fontes confiáveis e atualizadas para manter nossos leitores bem informados sobre os principais acontecimentos no Brasil e no mundo.

Recentes

  • TCU cobra ajustes em plano de recuperação dos Correios
  • Keeta e iFood podem receber multa milionária por ignorar transparência
  • Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica
  • A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do IR

Links úteis

  • Política de Privacidade
  • Política Editorial
  • Termos de Uso
  • Sobre Nós
  • Contato
© 2026 Diário Informativo — Todos os direitos reservados.
O conteúdo publicado neste site tem caráter informativo e pode ser atualizado a qualquer momento. A reprodução total ou parcial é permitida apenas com a devida citação da fonte.
Vá para versão mobile
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta.

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?